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Análise de mercado

Trump recebe líderes sob pressão pela guerra contra o Irã

Redação MarketHoje5 min

A agenda descrita no vídeo reúne Netanyahu e Zelensky na Casa Branca em meio a acusações entre Rússia, Irã e Ucrânia e à queda do apoio dos norte-americanos à guerra contra o Irã.

As reuniões de Donald Trump com Benjamin Netanyahu e Volodymyr Zelensky são apresentadas no vídeo como duas frentes de uma mesma pressão: impedir que conflitos hoje conectados por alianças, armas e inteligência aproximem diretamente as grandes potências.

Com Netanyahu, a discussão se concentra no futuro da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel. O vídeo afirma que Trump reduziu os ataques para abrir espaço à diplomacia, embora o risco de escalada continue. Também cita a queda do tráfego no estreito de Bab el-Mandeb diante das ameaças dos houthis e exercícios militares do Conselho de Cooperação do Golfo.

Há ainda divergências entre os Estados Unidos e o governo israelense. Segundo o material, os Estados Unidos querem a retirada de tropas israelenses da Síria, do Líbano e de parte da Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, Trump se aproxima de autorizar a venda de caças à Turquia, apesar da oposição de Israel.

Drones mudam o tom da reunião com Zelensky

O vídeo avalia que os ataques ucranianos contra posições russas e infraestrutura energética mudaram a maneira como Trump enxerga Zelensky. A agenda incluiria um acordo sobre drones, além de novas propostas de cessar-fogo.

A Ucrânia promete desenvolver um drone com alcance de até 10.000 quilômetros. O novo primeiro-ministro do Reino Unido também teria cedido a tecnologia chamada Manto de Pedra para produção em território ucraniano. Segundo o apresentador, o sistema atua na guerra eletrônica e dificulta a defesa russa contra drones.

Na avaliação exposta no vídeo, a entrega de inteligência, equipamentos e treinamento aproxima os países da OTAN de uma participação direta no conflito. Essa é uma interpretação do apresentador, não uma posição oficial atribuída à aliança.

Ucrânia e Irã trocam acusações

Zelensky acusa Rússia e Irã de cooperação militar. Segundo a alegação citada no vídeo, satélites russos monitorariam quatro bases dos Estados Unidos — duas no Bahrein, uma na Jordânia e uma no Kuwait — e teriam ajudado o Irã em ataques contra essas instalações.

Trump disse que questionaria Vladimir Putin sobre a acusação. O presidente norte-americano também afirmou que Putin e Xi Jinping negaram ajudar o Irã e que acredita na palavra dos dois líderes.

Do outro lado, o Irã acusa Israel de ter incentivado um ataque ucraniano contra uma embarcação iraniana. Teerã teria comunicado Sergei Lavrov e Kaja Kallas de que pretende retaliar a Ucrânia.

Dmitry Peskov, porta-voz de Putin, relacionou o episódio a ataques contra gasodutos na Alemanha, à infraestrutura do gasoduto CPC e a um navio iraniano. O argumento russo, conforme apresentado no vídeo, é que a Ucrânia atua como um foco de instabilidade internacional.

O apresentador, porém, não considera provável uma guerra aberta com Irã e Rússia de um lado e Estados Unidos, União Europeia, Israel e Ucrânia do outro. A avaliação é que uma escalada dessa dimensão não interessa principalmente aos Estados Unidos e à Rússia por seus efeitos sobre segurança, mercados e corrida armamentista.

Apoio à guerra cai nos Estados Unidos

O dado de maior impacto político vem de uma pesquisa atribuída à Reuters. Apenas um em cada três norte-americanos apoiaria a continuidade da guerra contra o Irã. Para 69% dos entrevistados, Trump ainda não explicou os objetivos do conflito; entre republicanos, essa percepção alcançaria 40%.

O vídeo diz que a aprovação da guerra está em 34% após quatro ou cinco meses. Como comparação, cita apoio de 90% aos ataques no Afeganistão em 2001 e de 70% à invasão do Iraque.

A falta de um objetivo claro aparece como o centro do desgaste. O apresentador pergunta se a meta é derrubar a República Islâmica, encerrar o programa de mísseis, cobrar pedágio no estreito de Ormuz ou limitar o programa nuclear iraniano.

Ormuz concentra a via diplomática

Segundo o material, a negociação entre Irã e Estados Unidos se concentra na administração do estreito de Ormuz, com Omã como mediador. A proposta omanense prevê gestão compartilhada e contribuição voluntária das embarcações, em um modelo comparado ao estreito de Malaca.

No exemplo asiático citado no vídeo, Malásia, Indonésia, Singapura e Tailândia coordenam ações com a Organização Marítima Internacional, enquanto Japão e China também investem na região. Para Ormuz, a gestão poderia envolver Irã, Omã e o Conselho de Cooperação do Golfo.

O apresentador duvida que Teerã aceite internacionalizar a passagem. Em sua leitura, o governo iraniano busca mais soberania e pretende cobrar contribuições não voluntárias. Por isso, o controle do estreito permanece como um dos principais pontos a observar.

Brasil recorre à OMC contra tarifas

O último tema do vídeo é a ação brasileira na Organização Mundial do Comércio. O Brasil contesta tarifas norte-americanas de 37,5% sobre parte de seus produtos: 25% associados à Seção 301 e 12,5% ligados a uma alegação de trabalho análogo à escravidão.

O material cita ainda propriedade intelectual, desmatamento, corrupção, tarifas ao etanol, Pix, redes sociais e big techs norte-americanas entre as justificativas discutidas.

Para o apresentador, recorrer primeiro às instituições internacionais fortalece a posição brasileira antes de uma eventual reciprocidade. Ele ressalva, porém, que não espera que os Estados Unidos cumpram uma decisão desfavorável.

O que observar

Três sinais podem definir o próximo movimento: a resposta de Putin às acusações de apoio ao Irã, uma eventual retaliação iraniana contra a Ucrânia e o formato de administração proposto para o estreito de Ormuz. Nos Estados Unidos, a capacidade de Trump explicar o objetivo da guerra também passa a pesar sobre a continuidade do conflito.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento ou aconselhamento financeiro.