O IPCA é o termômetro oficial da inflação no Brasil. Calculado mensalmente pelo IBGE, ele mede quanto os preços subiram para as famílias brasileiras. Quando o IPCA sobe acima da meta do CMN, o Banco Central tende a elevar a SELIC para conter o consumo e os preços.
Para investidores, o IPCA é especialmente relevante pois é o indexador do Tesouro IPCA+ (NTN-B), um título público que garante rendimento real acima da inflação.
Perguntas Frequentes sobre o IPCA
O que é o IPCA?
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o índice oficial de inflação do Brasil, calculado mensalmente pelo IBGE. Ele mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos em 13 regiões metropolitanas.
Qual é a meta de inflação do Brasil?
O Conselho Monetário Nacional (CMN) define anualmente a meta de inflação para o IPCA. O Banco Central usa a taxa SELIC como principal instrumento para atingir essa meta. A meta costuma ficar em torno de 3% a 4,5% ao ano, com tolerância de ±1,5 ponto percentual.
Qual a diferença entre IPCA e INPC?
O IPCA cobre famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e é usado como meta de inflação do governo. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mede famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos e é mais usado para correção salarial.
Como o IPCA afeta meus investimentos?
O IPCA é a referência para títulos do Tesouro Direto indexados à inflação (Tesouro IPCA+). Se o IPCA sobe mais que o esperado, esses títulos rendem mais. Para quem está em renda fixa prefixada, alta inflação corrói o rendimento real.